No dia 08 de abril, o Centro Universitário Assunção recebeu a palestra “A idade média das filósofas: entre paradigmas e paradoxos”, promovida pelos cursos de Filosofia e mediada pela Prof.ª Dr.ª Natália Mendes. O encontro contou com a participação da Prof.ª Dr.ª Camila Ezídio, doutora em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professora do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
A palestra abordou um dos paradigmas historicamente construídos e reafirmados pela tradição filosófica ao longo dos séculos: a ideia de que a natureza física e intelectiva das mulheres seria inferior à dos homens. Essa concepção, amplamente difundida, tornou-se uma barreira para que mulheres pudessem exercer a filosofia de forma pública e reconhecida.
Durante sua fala, a professora destacou como muitas mulheres que ousaram filosofar, contrariando esse paradigma dominante, foram silenciadas e excluídas dos espaços políticos e sociais que legitimavam o conhecimento. Enquanto algumas foram apagadas da história, outras conseguiram transitar em ambientes ainda restritos, conquistando certa autonomia e autoridade em seu tempo.
Entre esses nomes, foi apresentada a figura de Hildegarda de Bingen, importante pensadora do século XII, cuja reflexão filosófica evidencia a complexidade de ser mulher e filósofa na Idade Média. Sua trajetória demonstra uma tensão entre a aceitação dos paradigmas de sua época e uma visão paradoxal sobre sua própria condição feminina, tornando-se um exemplo relevante para compreender a presença das mulheres na história da filosofia.
O evento proporcionou aos estudantes de Filosofia presentes um momento de reflexão sobre questões históricas e conceituais fundamentais para a formação acadêmica, contribuindo para ampliar o olhar dos alunos sobre a construção do pensamento filosófico e reforçando a importância de revisitar a história a partir de perspectivas muitas vezes invisibilizadas.
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